Bem Vindo ao Blog da Paróquia de Vila da Ponte -Arciprestado de Sernancelhe - Diocese de Lamego

"A opção fundamental da Vida de um Cristão é acreditar no Amor de Deus" Bento XVI

domingo, 27 de novembro de 2011

ADVENTO


Uma das muitas coisas que o meu pai me ensinou ao longo da minha vida, foi a pontualidade, e, com a pontualidade, o saber esperar.
Quando se é pontual, espera-se sempre que os outros também o sejam, e por isso a espera é sempre uma certeza de que os outros chegam e não vão faltar ao encontro.
Mas nós homens, com as nossas fraquezas e imponderáveis, falhamos muitas vezes os encontros, porque somos impedidos pelas mais diversas razões, e, mesmo quando comparecemos, chegamos muitas vezes atrasados.
Com Deus não é assim!
O Amor liberta - preparando o Advento
O Senhor Jesus “comparece” sempre ao encontro, é sempre pontual, e basta nós querermos verdadeiramente encontrarmo-nos com Ele, para Ele logo se fazer presente.
Curiosamente, entre nós homens, aqueles que são muito pontuais até costumam chegar adiantados ao encontro marcado.
Pois com Jesus ainda mais, porque lendo Ele o nosso coração e percebendo o nosso desejo, a nossa vontade de com Ele nos encontrarmos, logo se faz presente, esperando por nós de braços abertos.
Mas nós, os homens pontuais, somos muito exigentes com essa pontualidade, e por isso mesmo, se os outros não chegam à hora marcada, damos-lhes pouca tolerância, e passado um tempo de espera, desistimos do encontro.
Já com o Senhor Jesus, isso não se passa, pois para além da sua “pontualidade” ser uma constante, (porque Ele sempre está à nossa espera), nunca desiste do encontro connosco mesmo que cheguemos muito atrasados, mesmo até que faltemos inúmeras vezes ao encontro.
Aliás, Ele veio ao mundo, fez-se igual a nós em tudo, (excepto no pecado), precisamente para isso, para se encontrar connosco e nos mostrar o caminho da salvação, por isso mesmo a Sua espera por nós, é uma espera permanente, constante, a fim de nos encontrar, para nos conduzir à felicidade eterna na Sua presença.
Por isso mesmo, também a nossa espera para o encontro com Jesus, é uma certeza tão infalível da Sua presença, e assim, apenas O devemos esperar também em serena alegria, preparando-nos em tudo para O receber e encontrando-nos com Ele, o seguirmos sempre e em tudo.
Vêm estas palavras, a propósito da chegada do Tempo do Advento já no próximo Domingo, que poderíamos reconhecer como o tempo da espera na ansiosa alegria, que se concretiza infalivelmente, se assim o desejarmos.
É difícil e inquietante esperar quando se tem dúvidas do que se espera, ou se receia que o esperado não apareça.
Agora, quando se espera por Aquele que se faz sempre presente, que nunca falta ao encontro, e que traz “apenas” o amor, a paz e o bem para nos dar, essa espera é uma tranquilidade, uma serenidade, uma alegria, que só é ultrapassada quando o verdadeiro encontro com Ele se dá, e enchendo-nos por completo, transforma esse encontro em vida plena, em «vida em abundância» (Jo 10,10), para que «a nossa alegria seja completa». (Jo 15, 11)
Vem Senhor Jesus,
nós Te esperamos em ansiosa e serena alegria.

in http://www.abcdacatequese.com/evangelizacao/catequese/1623-preparando-o-advento

I Domingo de Advento B 2011

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1. «Vigiai»! A nós que esperamos ardentemente a manifestação gloriosa de Cristo no final dos tempos, Jesus diz: «vigiai»! A nós que vivemos, entre a primeira e a última vinda do Senhor, Jesus diz: «vigiai»! A nós, a quem o Senhor, ao partir de viagem, confiou a «casa» da Igreja, do mundo e da família, «atribuindo a cada um a sua tarefa», Jesus diz: «vigiai»! Vigiai, pois, não como quem aguarda, com temor, um acontecimento, mas como quem espera, com amor, a vinda de alguém: o Senhor Jesus!
2. “Mas como «vigiar»? Antes de mais, vigia bem, precisamente, quem ama! É o que faz a esposa que aguarda o marido, que se atrasou no trabalho, ou que está de regresso de uma longa viagem. Como faz a mãe que se inquieta com a demora do filho, a chegar a casa. Ou o namorado que está ansioso por encontrar a namorada... Quem ama, sabe esperar, até mesmo quando o outro se demora. Esperamos Jesus, se O amarmos e se desejarmos ardentemente estar com Ele. E esperamo-Lo, amando concretamente, servindo-O, por exemplo, em quem esta próximo de nós. É o próprio Jesus que nos convida a viver assim, ao contar a parábola do servo fiel. Este, enquanto espera o regresso do seu patrão, toma conta dos outros empregados e dos negócios da casa” (C. Lubich, Palavra de Vida, Novembro 2001).
Assim, neste tempo, que é o nosso, importa vigiar, isto é, ser fiel à tarefa que o Senhor confia a cada um, de modo a responder e a corresponder às exigências do evangelho!
3. Permiti-me, por isso, abrir-vos o coração, para vos dizer, que a nossa vigilância, deve traduzir-se, sobretudo, em fidelidade e perseverança! Disse-o de maneira tão bela Bento XVI em Fátima: “A principal preocupação de todo o cristão há de ser a fidelidade, a lealdade à própria vocação. A fidelidade no tempo é o nome do amor; de um amor coerente, verdadeiro e profundo a Cristo”! São Paulo sabia bem que a rotina e o cansaço dos dias e que a perigosa erosão provocada pelas desilusões da vida ao longo do tempo, pode pôr em risco a fidelidade e fazer esmorecer a fé, a esperança e o amor! Por isso, deixava-nos o apelo a «permaneceremos firmes, até ao fim», numa fidelidade a toda a prova, à imagem do nosso Deus, que é fiel (cf. I Cor.1,8-9).
4. Neste ano dedicado à família, sublinhemos então o valor da fidelidade conjugal. Precisamente, nestes nossos dias, verifica-se o aumento das separações e dos divórcios: eram de 1,1% em 1969; foram de 64,8% em 2009. Neste contexto, a fidelidade dos esposos torna-se, por si só, um testemunho significativo do amor de Cristo, que permite viver o Matrimónio, por aquilo que é, ou seja, a união de um homem e de uma mulher que, com a graça de Cristo, se amam e se ajudam, durante a vida inteira, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Neste sentido, a primeira educação para a fé dos filhos consiste precisamente no testemunho desta fidelidade ao pacto conjugal: dela os filhos aprendem, sem palavras, que Deus é amor fiel, paciente, respeitador e generoso!Esta fidelidade, que é afinal «o nome do amor no tempo», anda, por isso, a par da perseverança, da resistência, no amor e por amor.
5. Caríssimos: É bem sabido que “a infidelidade pode atingir qualquer casal, e até as pessoas com comportamentos norteados por valores morais” (Cláudia Morais, O amor e o facebook, 141) por razões várias: “problemas de comunicação, desconexão emocional, falta de intimidade, perda de um familiar, desemprego, nascimento de um filho ou qualquer outro acontecimento que cause stress” (Ib.27). É, por isso, preciso estar constantemente de “vigia”, sobre as próprias emoções, para não vir a trair o amor! Nomeadamente, é preciso especial vigilância, quanto ao uso da internet e das redes sociais, como o facebook, que ”constituem ferramentas poderosíssimas de aproximação entre pessoas, que se sintam insatisfeitas nas suas relações” (Ib.157). “Segundo um estudo, o facebook é uma fonte de conflitos entre os casais, estando associado a cerca de 28 milhões de divórcios (…) Não me sinto capaz de olhar para o facebook ou para qualquer outra rede social como diabólica, mas há limites, para que o amor não seja negativamente condicionado, por esta evolução tecnológica” (Ib. 167)!
6. Caríssimos casais: lutai pelo amor e testemunhai aos vossos filhos a beleza exigente do amor até ao fim! E naqueles momentos, nos quais sobrevém a tentação, de que a fidelidade já não compensa, resisti firmes na fé e permanecei no amor! No meio da crise, buscai orientação espiritual segura, vigiai e orai, a sós e em família, para não cairdes em tentação e procurai ardentemente a Eucaristia, que é a luz e a força da fé, o sustentáculo da esperança e o calor do vosso amor! Não basta pintar no guarda-chuva, é preciso gravar nos vossos corações as palavras «fidelidade e perseverança», para que «Cristo vos torne firmes até ao fim! Fiel é Deus por quem fostes chamados à comunhão» (I Cor.1,8-9).


domingo, 20 de novembro de 2011

Mensagem de D. Jacinto Botelho, Administrador Apostólico de Lamego


Antes de mais agradeço ao Senhor a magnanimidade da Graça recebida, a confiança que o Beato João Paulo II e o actual Pontífice, Sua Santidade, Bento XVI, em mim depositaram; a vivência de fraternidade com os irmãos no episcopado; igualmente tenho de ser grato ao Senhor pela comunhão e docilidade do Presbitério, pelo testemunho sempre estimulante das religiosas e religiosos e dos membros dos Institutos de vida apostólica; e pela amizade, carinho, e dedicação dos nossos leigos.
Sua Santidade Bento XVI nomeou o Senhor D. António José da Rocha Couto para meu sucessor. Saúdo-o com a maior amizade e consideração e auguro-lhe um episcopado carregado de Bênçãos e êxitos pastorais.
Tenho servido esta Igreja de Lamego que desposei, quase ao longo de 12 anos, como bispo diocesano e continuarei a servi-la, como administrador apostólico, até à tomada de posse do meu sucessor.


Penaliza-me a debilidade e imperfeição da minha resposta e do meu serviço que, confiando na misericórdia de Deus, Ele me perdoará, e vós também sabeis desculpar, como tão generosamente tendes manifestado.
Mas devo agradecer ainda ao Senhor a riqueza de que esta Diocese de Lamego vai beneficiar com a nomeação do Senhor D. António Couto. Natural de Vila Boa do Bispo, Marco de Canaveses, Porto, é membro da Sociedade Missionária da Boa Nova e até agora Bispo Auxiliar de Braga, que vários dos nossos sacerdotes conhecem, porque orientou um dos últimos retiros anuais do nosso clero. Trata-se de um Bispo de reconhecida cultura e competência teológica, nomeadamente no campo da Sagrada Escritura, que até ao momento tem sido professor na Faculdade de Teologia do Porto da Universidade Católica. Foi eleito na última Assembleia da Conferência Episcopal para presidir à Comissão agora reestruturada com o pelouro da Missão e Nova Evangelização. Cabe-lhe por isso a responsabilidade de coordenar toda a movimentação em que a Igreja de Portugal se encontra empenhada na linha da Nova Evangelização, o que é uma mais-valia para a nossa Diocese.

Agradeço as orações que permanentemente por mim tendes feito chegar ao Céu, durante o meu ministério episcopal, prática a que continuareis a ser fiéis também pelo nosso novo Bispo que, se Deus quiser, em 29 de Janeiro tomará posse da Diocese, e receberemos com júbilo, numa manifestação viva de fé e de comunhão.

+Jacinto Tomaz de Carvalho Botelho, Administrador Apostólico de Lamego

Novo Bispo de Lamego - D. António Couto

 



Com data de hoje, o Santo Padre nomeou o Sr. D. António José da Rocha Couto como novo Bispo de Lamego, sucedendo, desta maneira, ao Sr. D. Jacinto Tomaz de Carvalho Botelho que, há cerca de um ano, tinha pedido a renúncia ao cargo, por ter atingido os 75 anos de idade.

O Sr. D. António Couto nasceu a 18 de Abril de 1952, em Vila Boa do Bispo, concelho de Marco de Canaveses.

A 2 de Outubro de 1963 entrou no Seminário de Tomar, da Sociedade Portuguesa das Missões Ultramarinas, hoje Sociedade Missionária da Boa Nova. Recebeu a ordenação sacerdotal em Cucujães, em 3 de Dezembro de 1980.

Os primeiros anos de sacerdócio foram vividos no Seminário de Tomar, acompanhando os alunos do 11.º e 12.º anos. No ano lectivo de 1981-1982 foi Professor de Religião e Moral Católica na Escola de Santa Maria do Olival, em Tomar. Em 1982 fez o curso de Capelães Militares, na Academia Militar, e foi nomeado capelão militar do Batalhão de Serviço de Material, do Entroncamento, e, pouco depois, também da Escola Prática de Engenharia, de Tancos.

Transferiu-se depois para Roma, para a Pontifícia Universidade Urbaniana, onde, em 1986, obteve a licenciatura canónica em Teologia Bíblica. Na mesma Universidade obteve, em 1989, o respectivo Doutoramento, depois da permanência de cerca de um ano em Jerusalém, no Studium Biblicum Franciscanum.

No ano lectivo de 1989-1990 foi professor de Sagrada Escritura no Seminário Maior de Luanda. Regressou então a Portugal, e foi colocado no Seminário da Boa Nova, de Valadares, com o encargo da formação dos estudantes de teologia. É professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, núcleo do Porto, desde o ano lectivo de 1990-1991.
De 1996 a 2002 foi Reitor do Seminário do Seminário da Boa Nova, de Valadares. Foi também Vigário Geral da Sociedade Missionária da Boa Nova de 1999 a 2002, ano em que foi eleito Superior Geral da mesma Sociedade Missionária da Boa Nova, cargo que ocupou até à data da sua Ordenação Episcopal, em 23 de Setembro de 2007.

A SMBN é composta por sacerdotes diocesanos e leigos que se consagram à evangelização. Surgida em Portugal em 1930, dedica-se à evangelização ad gentes em Moçambique (desde 1937), Angola (desde 1970), Brasil (desde 1970), Zâmbia (desde 1980) e Japão (desde 1998).
Em 2004, João Paulo II nomeou o novo Bispo de Lamego como membro da Congregação para a Evangelização dos Povos.

D. António Couto é colaborador do Programa ECCLESIA (RTP2), da Igreja Católica, tendo colaborado regularmente desde 2003, na sua qualidade de biblista.

É autor dos seguintes livros: Até um dia (poemas) 1987; Raízes histórico-culturais da Vila Boa do Bispo (1988); A Aliança do Sinai como núcleo lógico-teológico central do Antigo Testamento (tese de doutoramento), 1990; Como uma dádiva. Caminhos de antropologia bíblica, 2002 (2.ª edição revista em 2005); Pentateuco. Caminho da vida agraciada, 2003 (2.ª edição revista, 2005). E também autor de inúmeros artigos em enciclopédias, colectâneas e revistas.

Na última Reunião Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, foi eleito Presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização.

Ao Sr. D. Jacinto Botelho, toda a Diocese está grata pelo seu incansável ministério ao longo de todos os anos em que esteve à frente dos destinos desta porção do Povo de Deus.

Damos também as boas vindas ao Sr. D. António Couto, na certeza que, desde já, rezamos pela sua pessoa e intenções.

sábado, 19 de novembro de 2011

Mensagem de D.António Couto, novo Bispo de Lamego


Com alegria e confiança de criança, levanto os meus olhos para os montes, para Aquele que guarda a minha vida, de noite e de dia, quando saio e quando entro, desde agora e para sempre! É com esta luminosa melodia do Salmo 121, que canto, neste dia, ao bom Deus, que sei bem que «tem sido o meu pastor desde que existo até hoje» (Génesis 48,15).

D’Ele quero ser transparência pura, sempre, como Ele, pastor que visita, com um olhar repleto de bondade, beleza e maravilha, os seus filhos e filhas que Ele agora me confia. Enche sempre, Senhor, o meu olhar, mãos e coração com a tua presença bela e boa. Que, em mim, sejas sempre Tu a visitar o teu povo. É esta divina maneira de ver bem, belo e bom (episképtomai), que diz o bispo (epískopos) e a visita ou visitação pastoral (episkopê) (Lucas 1,78; 7,16; 19,44).

É nesta toada de comovida oração que saúdo e abraço a bela, antiga e ilustre Diocese de Lamego, todos os filhos e filhas de Deus que nela levantam as mãos e o coração para Deus, desde os mais pequeninos até aos mais idosos, todos e todas as comunidades e paróquias, com os/as seus/suas catequistas, cantores, acólitos, leitores, zeladoras, confrarias, movimentos, ministros da comunhão, animadores da caridade, seminaristas, institutos religiosos e seculares, diáconos, presbíteros, serviços e secretariados, colégio de consultores e cabido da Sé Catedral, e o meu querido amigo e irmão no episcopado, D. Jacinto Tomás de Carvalho Botelho, a quem saúdo com particular afecto.
Estarei amanhã [domingo], Dia da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, em comunhão com todos vós na celebração do Dia da Igreja Diocesana, e sentirei convosco «A Família e a Igreja nos caminhos da Nova Evangelização». Que o Senhor a quem servimos e que nos mandou servir os nossos irmãos mais pequeninos encha das suas graças o jovem Ricardo Jorge Ribeiro Barroco, que amanhã receberá a Ordenação Diaconal. Para todos invoco a bênção de Cristo Rei, e a protecção de S. Sebastião, Padroeiro da nossa Diocese de Lamego, e de Maria, Mãe de Deus e nossa mãe, que particularmente invocamos como Nossa Senhora dos Remédios.

Quero, nesta hora de graça, manifestar também o meu afecto e gratidão à Igreja Bracarense, que Deus me deu a graça de servir nos últimos quatro anos. O meu abraço grato e fraterno ao Senhor Arcebispo Primaz, D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga, e ao Senhor Manuel da Silva Rodrigues Linda., que tem sido comigo Bispo Auxiliar. As minhas mais afectuosas saudações a todos aqueles que, nestes quatro anos, Deus colocou no meu caminho: presbíteros, diáconos, seminaristas, fiéis leigos empenhados no «trabalho do amor» (1 Tessalonicenses 1,3) e o bom povo de Deus, a quem tanto fico a dever.

À Igreja de Lamego que servirei agora, à Igreja de Braga que servi nestes quatro anos, à Sociedade Missionária da Boa Nova que me acolheu desde criança e em cujo seio aprendi a dilatar o coração, e a todas as Igrejas por onde tive a graça de passar e de servir, a todos peço que «luteis comigo na oração» (Romanos 15,30) para que eu possa ser sempre fiel à causa do Evangelho.

Esta hora de graça serve ainda para atestar a minha fidelidade, comunhão e gratidão ao nosso Papa Bento XVI, e também a minha lealdade e comunhão ao Senhor Núncio Apostólico em Portugal, D. Rino Passigato, e a todo o Colégio Episcopal.


Braga, 19 de novembro de 2011, Memória de Santa Maria no Sábado
D. António José da Rocha Couto

Solenidade de Cristo Rei A 2011

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O Evangelho de hoje explica-nos como é que podemos “arranjar bilhete” para entrar na corte celeste, onde Cristo está sentado num trono glorioso. Ali, a lotação nunca esgota. O bilhete é gratuito mas não elimina a responsabilidade do Homem. Por isso há Porteiro e o ambiente é seleccionado. Diariamente somos confrontados com o Cristo que passa, mendigo de amor, peregrino, doente. Podemos fazer caso ou deixá-lo passar despercebido. Podemos ser como as ovelhas ou como os cabritos.

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1. Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo! Assim O proclamamos, mesmo sabendo que Jesus rejeitou o título de rei, quando este tinha um significado político, à maneira dos "chefes das nações" (Mt 20, 24). Ao contrário, durante a sua paixão, ele reivindicou uma singular realeza diante de Pilatos e respondeu: "Tu o dizes, eu sou rei" (Jo 18, 37); mas pouco antes Jesus tinha declarado: "o meu reino não é deste mundo" (Jo 18, 36). De facto, a realeza de Cristo é a atuação da realeza de Deus Pai, que governa todas as coisas com amor e com justiça!
2. O Evangelho insiste precisamente sobre a realeza universal de Cristo juiz, com a maravilhosa parábola do juízo final! As imagens são simples, a linguagem é popular, mas a mensagem é extremamente importante: é a verdade sobre o nosso destino último e sobre o critério com o qual seremos avaliados: as obras de misericórdia. "Tive fome e deste-me de comer. Tive sede e deste-me de beber. Era forasteiro e recolheste-me" (Mt 25, 35) e assim por diante. Quem não conhece esta página? Faz parte da nossa civilização. Marcou a história dos povos de cultura cristã: a hierarquia de valores, as instituições, as numerosas obras benéficas e sociais. De facto, o reino de Cristo não é deste mundo, mas realiza todo o bem que, graças a Deus, existe no homem e na história. Se pomos em prática o amor ao nosso próximo, segundo a mensagem evangélica, então criamos espaço para o senhorio de Deus, e o seu reino realiza-se no meio de nós. Se ao contrário, cada um pensa só nos próprios interesses, o mundo vai inevitavelmente em ruínas!
3. É bom recordarmos hoje o teste definitivo da nossa existência. Esta será a pergunta: «que fizeste tu a esse irmão que encontraste a sofrer no teu caminho»? Nós gostaríamos de poder resolver tudo duma forma muito simples: dando dinheiro, trazendo a nossa esmola e contribuindo nos peditórios! Mas as coisas não são tão simples. «As exigências do amor que aqui se indicam não se satisfazem com o dinheiro, pela simples razão de que a própria forma de adquirir esse dinheiro volta a fazer crescer a pobreza que se quer remediar» (Joann Baptist Metz). O amor aos necessitados não pode ficar reduzido a «dar dinheiro», até porque não tem sentido mostrar a nossa solidariedade ao necessitado, com dinheiro adquirido, talvez de maneira injusta e sem compaixão de nenhuma espécie! Para o homem bíblico, «dar esmola» é mais do que isso: equivale a «fazer justiça» em nome de Deus, àqueles a quem os homens a não fazem!
4. A tradição das obras de misericórdia encontra, hoje, uma renovada atualidade, precisamente porque vai ao encontro de algo essencial, que corre hoje o risco de se perder na piedade dos nossos discursos e das nossas práticas religiosas: ou seja, a caridade é um encontro de rostos, discernimento concreto das necessidades do corpo e da alma, é gesto e palavra, capacidade de relação, de escuta e de atenção. É, por isso, atividade eminentemente espiritual, precisamente no seu acontecer, no corpo, e graças ao corpo. É cuidado do outro e ação pelo outro e, ao mesmo tempo, cuidado de si e ação e trabalho sobre si, de modo que quem bem o faz, para si o faz. «Faz isto e viverás», diz a Escritura (cf. Lv 18,5; Dt 4,1; 5,29; 6,24; Lc 10,28).
5. Numa época em que o virtual se sobrepõe ao real, é preciso questionar uma certa caridade “à distância”, sem encontro frente a frente, sem compromisso pessoal, sem gestos de proximidade! Uma caridade reduzida a filantropia ou a beneficência social poderá revelar o encontro com Cristo no outro?! Nestes tempos difíceis, voltar às obras de misericórdia significa apreender a caridade, como arte do encontro, como arte da relação, como arte de viver, mas significa sobretudo novo impulso de humanidade, para não permitir que o cinismo, a barbárie e a indiferença levem a melhor! No final da vida, o decisivo não é afinal a fé, nem a religião, nem a boa intenção. No final da vida, seremos julgados, diante do grande amor divino, seremos julgados pelo simples e verdadeiro amor humano!

Seminário: Casa e Escola Sacerdotal





Ao longo dos últimos dias vivemos um tempo importantíssimo para a Igreja: a Semana dos Seminários.

Na verdade todas as semanas ao longo do ano são períodos de oração pelos seminários, mas nesta semana em particular todos os fiéis são convidados a “redobrar” as atenções no que se refere à vida dessas Casas e Escolas Sacerdotais.

Deste modo, ao vivermos a Semana dos Seminários a nossa atenção e a nossa oração centrou-se nos seminaristas e formadores dos nossos seminários de Resende e Lamego. Sem dúvida nenhuma é por causa daqueles que existem essas casas chamadas de “Coração da diocese”. “Os seminários, mais do que as casas ou as estruturas, são as pessoas.”

Para começar essa semana de oração o seminário quis aproximar-se do Povo Cristão, e por isso mesmo, no dia 6 de Novembro o Sr. Reitor e o Sr. Vice-reitor do Seminário de Lamego juntamente com alguns seminaristas estiveram presentes em várias Paróquias com vista para o Douro: Castanheiro, Ervedosa , Soutelo, São João da Pesqueira,Trevões e Valença, espaço pastoral do Sr. Padre Amadeu e do Sr. Padre José Filipe e neste momento lugar de estágio do Seminarista Ricardo Barroco que será ordenado Diácono no próximo dia 20 de Novembro.

Ao longo da semana tivemos a Graça de sermos visitados por vários sacerdotes que celebraram a Santa Missa e que nos deixaram os seus testemunhos vocacionais e apelos sábios. Foram várias as palavras importantes que ouvimos nesta semana sendo difícil referir tudo aquilo que aprendemos com o Pe. Manuel João, Pe. Tiago Cardoso, Pe.António Ferraz, Pe. Francisco, Pe. Carlos e com o Mons. Bouça Pires.
“Sem oração não conseguimos fazer nada, e se fazemos é vazio!” Este foi um dos muitos ensinamentos que aprendemos nesta semana.

Na mesma vertente de oração do ministério Sacerdotal fomos convidados a estar preparados e atentos às necessidades das comunidades, sendo alertados para o imperativo do testemunho e da alegria: “Não deixem para amanhã a oportunidade de serem felizes hoje!”

Sem dúvida nenhuma o Sacerdócio é um caminho de entrega e por isso mesmo é um caminho de felicidade que devemos trilhar desde cedo. Aliás, olhando para os nossos seminários, faz-nos bem recordar com alegria as palavras com que o Santo Padre saudou os seminaristas em Madrid “Vendo-vos, comprovo de novo como Cristo continua a chamar jovens discípulos para fazer deles seus apóstolos, permanecendo assim viva a missão da Igreja e a oferta do evangelho ao mundo”.

Um dos momentos altos desta semana foi sem dúvida a Vigília de Oração que se realizou na Capela do Seminário Maior de Lamego. Foi contentador ver a Capela cheia de Fiéis: Jovens, Crianças, Adultos, Idosos, Sacerdotes, Seminaristas, Irmãs Consagradas, etc. A Vigília, presidida pelo Sr. Bispo,  consistiu num momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento, havendo também um tempo para escutarmos o testemunho do Sr. Pe.  Rui Borges e do seminarista Ricardo Barroco assim como uma reflexão de D. Jacinto Botelho na qual escutamos que “a vocação surge na oração e vivifica-se constantemente pela oração”.

No dia 13 de manhã “o Seminário deslocou-se” até á Paróquia de Magueija, onde orientou uma catequese para as crianças e jovens seguida da Celebração da Santa Missa.  Na parte da Tarde os seminaristas que integram a equipa do Secretariado das Vocações, juntamente com mais alguns membros desse secretariado “caminharam” até Ariz para realizarem um momento de Acção Vocacional e participarem no Magusto comunitário.

            Sem duvida alguma tratou-se de uma semana importantíssima para toda a Diocese. Ao longo destes dias o Povo de Deus esteve atento, orante e solidário para com a Casa e Escola Sacerdotal… “casa de sinais vivos de Cristo Pastor”. Rezemos todos pelos nossos Seminários e peçamos ao Senhor da Messe que envie bons e Santos operários correspondentes à Sua vontade e Sob a protecção constante de Nossa Senhora e de São José.



Luís Rafael Azevedo