Bem Vindo ao Blog da Paróquia de Vila da Ponte -Arciprestado de Sernancelhe - Diocese de Lamego

"A opção fundamental da Vida de um Cristão é acreditar no Amor de Deus" Bento XVI

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Editorial _Junho/Julho


A LIÇÃO DO LÁPIS

Era uma vez um menino. Quando chegou a idade de ir à escola, os pais compraram-lhe o material necessário. Na sua mochila nova, havia entre outras coisas, livros, canetas, e lápis. Um desses lápis era diferente dos demais, tinha muitas cores, uma borracha incorporada, etc. Isso enchia-o de orgulho e como se julgava superior, escarnecia dos seus colegas de ofício. Um dia, um lápis mais pequeno mas muito esperto disse-lhe:
-Não sei qual o motivo da tua vaidade. Pensa bem: tu não consegues trabalhar sozinho, precisas de uma mão que te oriente; de vez em quando é necessário que te afiem porque o bico, gasta-se ou parte-se; por vezes também fazes erros e vais pedir ajuda à borracha para os emendar. Além disso, a qualidade da tua escrita não depende das cores exteriores, mas do carvão que tens dentro e por isso as marcas que deixas podem ser boas ou más, positivas ou negativas. Aquele lápis, que até então não tinha amigos porque era muito arrogante, ouviu as palavras do seu colega com atenção e meditou nelas. Compreendeu que era mesmo verdade, pediu desculpa e a partir daquele dia foram grandes amigos.
A vida é mestra do saber e todos nós podemos aprender belas lições com as coisas mais simples se estivermos atentos. Muitas pessoas não tiveram a possibilidade de estudar, contudo, possuem uma riqueza de conhecimentos que a experiência lhes transmitiu e nos deixam surpreendidos. Um simples lápis pode ajudar-nos a reflectir sobre algumas qualidades importantes na maneira de viver. Ora vejamos: o lápis não actua por si próprio, precisa de uma mão que o conduza. Assim também o ser humano deve reconhecer que precisa de uma mão a conduzi-lo. E tal como o lápis se deixa orientar, cada um de nós tem necessidade de uma orientação superior, de uma mão que guie os nossos passos, e essa mão é a mão de Deus. E para que o nosso trabalho seja mais perfeito, de vez em quando é bom que aparemos aquilo que pode prejudicar a nossa acção e que exige algum sofrimento ou que usemos a borracha para corrigir o que está errado (uma boa confissão). De facto, não importa a cor da pele, dos olhos ou do cabelo, o que importa é o nosso interior, a beleza do nosso coração. Um coração simples, aberto e generoso com certeza deixará marcas muito positivas na vida de todos os que nos rodeiam.
Com amizade, o vosso pároco:
P.Aniceto

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Nossa Senhora das Necessidades


Com a chegada do verão dá-se também a chegada dos emigrantes e é nesta altura que toda a população se reúne e festeja o padroeiro.
É certo que a Padroeira de Vila da Ponte é Nossa Senhora do Ameal, no entanto é realizada a festa a Nossa Senhora das Necessidades pela grande devoção que existe a esta no alto do monte da borralheira, apesar disto”elas” são a mesma, somente a Mãe do Céu.
Mais uma vez a festa irá realizar-se no dia 15 de Agosto, dia em que se destaca a Eucaristia Campal junto a Capela e a procissão que se realiza da parte de tarde. Como preparação desta festa recitar-se-á a novena na Igreja Paroquial de Vila da Ponte.

Catequese


Com a chegada das férias de verão terminou-se mais um ano de catequese, o que não implicou o desprendimento das crianças das actividades paroquiais como se verificou o Sacramento do Crisma e na primeira missa do Padre Miguel na Paróquia.
Apesar de não se realizarem as comunhões, este ano não poderia ter terminado de melhor maneira um vez que encerramos o ano com a participação na Peregrinação das Crianças em Fátima. Participando com os mais de cinquentas catequizados e respectivos catequistas e pároco vivemos um dia inesquecível repleto de alegria, música, cor, devoção e convivência.
A preparação para o próximo ano já iniciou com uma reunião no mês de Julho, esperamos um novo ano cheio de actividades com os “nossos meninos”. Continuamos a apelar a participação das crianças na missa uma vez que são peça fundamental na vida da paróquia. ----- ps . alguns dos nossos no lado direito da foto com camisola branca

Primeira Missa Dominical Do Padre Miguel em Vila Da Ponte


O XVI Domingo do Tempo comum foi o dia da primeira missa deste sacerdote na paróquia de Vila Da Ponte.
Foi com grande alegria e entusiasmo que durante a entrada solene e ao som do cântico inicial o Padre Miguel foi recebido com uma salva de Palmas, seguidamente foi lida uma saudação inicial pelo Senhor Professor e a Santa Missa continuou normalmente.
No momento do ofertório depois de apresentarmos ao altar os Dons, agradecemos Senhor pelos novos sacerdotes que disponibilizou a esta Igreja de Lamego, principalmente pelo Senhor Padre Miguel que nos acompanhou ao longo deste ano.
«Sabemos que é por Tua vontade que o temos acolhido nesta comunidade paroquial de Vila Da Ponte, mas não poderíamos deixar de agradecer a este sacerdote por ter respondido afirmativamente ao Teu convite “VEM E SEGUE-ME”, de se ter entregue nas Tuas mão pois “Quem permanece no Amor, permanece em Deus e Deus nele” , desta maneira:» O Grupo de Catequese agradeceu ao novo sacerdote com um ramo de Flores, elas que são símbolo da vida, da beleza da criação e da graça divina. Da mesma maneira as crianças demonstram vida e beleza mas não apenas uma beleza exterior mas sim beleza interior pela humildade, pela simplicidade, pela bondade. O Grupo Coral que louva e adora o Senhor de forma privilegiada ofereceu ao Padre Miguel uma cesta com produtos provenientes da nossa terra, pois que melhor havia senão o fruto do trabalho destas gentes que está agradecida pela sua presença. De toda a paróquia de Vila da Ponte recebe Um Cálice, símbolo do sacerdócio e vaso sagrado indispensável ao sacramento da Eucaristia. Com esta oferta esperamos que em cada Eucaristia que este sacerdote utilize este cálice se recorde desta paróquia e esteja ligado a ela pela oração.
No final da Eucaristia o Pe. Miguel agradeceu á paróquia pelo acolhimento e já na sacristia recebeu os parabéns de mais alguns paroquianos.

Mais dois Padres para a Diocese


Foi no passado dia 11 de Julho que na Sé Catedral de Lamego foram ordenados pelo Bispo Diocesano, D. Jacinto, dois novos sacerdotes, o Padre Ponciano e o Padre Miguel Peixoto.
Uma vez que o Senhor Padre Miguel tinha realizado o estágio como Diácono na nossa paróquia e nas paróquias do Senhor Padre Aniceto, foi elevado número destas terras que se deslocou até Lamego.


Na Internet:
Vídeos da ordenação e Missa Nova do Padre Miguel Peixoto

http://www.youtube.com/watch?v=xMzv52C-UGA

http://www.youtube.com/watch?v=uykghg8UIY8

O dia 12 foi o dia da Missa Nova, que por sua vez se realizou em Vila Nova de Foz Côa terra de origem do Padre Miguel. Este foi outro dia grandioso. Além de uma Igreja repleta de familiares e amigos destacou-se a passadeira de flores que a todos deixou fascinados pela sua extensão e perfeição.

Arautos do Evangelho em Vila da Ponte


Já são cinco os oratórios de Nossa Senhora de Fatima que percorrem a paróquia.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Descobrir o seminário

Aos 17 anos, há quem já tenha percebido há muito tempo que o seu destino passa pelo sacerdócio. Família e amigos ajudam no caminho
A recordação do primeiro chamamento remonta há sete anos atrás, quando Luís Rafael Azevedo tinha apenas 10 anos. Constantemente desafiado pelos reptos do seu pároco para conhecer o Seminário de Resende, em Lamego, a resposta positiva mudou a vida deste jovem adolescente, seminarista há quatro anos.
Foi apenas um fim-de-semana, mas foi suficiente. Luís Azevedo era acólito na paróquia. Juntamente com um colega, ficou impressionado com o espírito de grande família no Seminário de Nossa Senhora de Lourdes, em Lamego.
O Seminário Menor é o lugar onde se fazem os primeiros anos da formação dos seminaristas. Ficam nesta instituição até completarem o ensino secundário. Na segunda etapa de formação, que compreende o curso de teologia, o seminarista entra no Seminário Maior.
Expressões de “vida familiar, a relação entre os sacerdotes e os seminaristas, o rezar em conjunto, até a forma como os jovens estudavam ou jogavam futebol, expressou um modo de vida que eu desconhecia”, relembra.
Na sua vida aponta ter dito “dois grandes «Sim»”. Entrar no Seminário e confirmar o desejo de ordenação formam dois momentos importantes na vida deste jovem. Mas, aos 17 anos, sabe que este não é um caminho certo. Por isso sublinha “esperar” continuar a dar a mesma resposta.
“Por enquanto este «sim» não é definitivo, só na ordenação poderá ser”. De qualquer forma, Luís Azevedo está muito certo “de que este é o caminho a continuar”.
Nem o nomes de «padreco» que de vez em quando ouve na escola lhe mudam a certeza. Os seminaristas do Seminário menor de Lamego frequentam uma escola católica. A maioria dos alunos não encara a opção do Seminário como um obstáculo.
“Já tenho pedidos para celebrar o casamento”, brinca, explicando que colegas e professores “olham para nós com esperança”.
Preconceito “há algum”, mas “a grande parte aceita”. Espontaneamente Luís assume que “a minha vocação não depende de quem não aceita ou brinca com a situação”.
Os dias são organizados numa rotina que se repete durante a semana. Às 7 horas da manhã os seminaristas começam o seu dia para ainda de manhã, celebrarem a eucaristia, antes de saírem para as aulas. Entre estudo de manhã e de tarde se reparte o dia de um jovem estudante igual a tantos outros.
Luís não considera o horário demasiado rígido. “Há um esforço por parte dos superiores para mudar algumas actividades para não criar cansaço”.
A rigidez, entende estar depende da motivação de cada pessoa. “Se andarmos tristes ou abatidos, tudo nos custa e corre mal. O entusiasmo por aqui estarmos transforma as dificuldades em coisas boas”.
A sua vida é passada dentro do Seminário. Só aos fins-de-semana pode ir a casa, mas não em todos. Se no principio sentia saudades de casa, agora sente saudades do Seminário quando está de férias. “Sinto falta dos colegas e da oração”.
Numa grande família o Luís é agora um irmãos mais velhos. “Existe um grande respeito entre mais velhos e mais novos”.
Cumplicidade de brincadeiras e conversas que nascem por afinidades, quer em momentos de “partidas entre todos” ou nos momentos “em que pedimos conselhos”.
“Tão novo e cheio de certezas” é um comentário recorrente. A isto, Luís Azevedo explica que “a resposta vem de dentro, tal como surge a certeza de se querer ser médico ou professor”.
Certezas nunca as há em definitivo, por isso “ouço a minha vontade e dou espaço à oração também para ouvir a voz de Deus”.
Nacional Lígia Silveira 30/04/2009 16:39 3448 Caracteres 219 Clero, Seminários e Vocações